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domingo, 26 de setembro de 2010

A censura vem à tona com Liberato!

   Ivan Silva

Diga não à Censura!
    A essa altura, todos os tocantinenses já devem estar sabendo da absurda decisão judicial tomada pelo desembargador Liberato Póvoa. Ela proíbe todos os veículos de comunicação do Estado do Tocantins de veicular noticias referentes aos escândalos envolvendo o atual governador e candidato à reeleição pela coligação Força do Povo, Carlos Gaguim, publicadas nos renomados jornais Folha de São e Estadão. Todo o Brasil vai ter o direito de acompanhar o caso com gostosa liberdade, enquanto os jornalistas do nosso Estado terão de permanecer calados, sob a ameaça de ter de pagar 10.000 reais de multa diária caso decidam descumprir o que a censura prévia e totalmente abominável lhes impõe.
   Entendemos que, independente da forma como o Estadão conseguiu obter acesso a essas informações que põem em risco a imagem do peemedebista Gaguim - ou se houve ou não o envolvimento dele com a quadrilha de Mauricio Manduca em São Paulo - ninguém poderia ser proibido de se manifestar sobre o caso. Mas todos fomos. E o pior de tudo é a explicação de Liberato Póvoa. Ele disse que as informações publicadas no jornal Estadão são de origem ilegal e duvidosa, mesmo sendo as mesmas divulgadas por diversos veiculos da imprensa brasileira. Sem dúvida, é uma resposta  incompleta, exposta para convencer os jornalistas de Tocantins a aceitar a terribilidade da decisão judicial que abalou o Estado. 
   De acordo com Sérgio do Vale, o advogado da coligação Força do Povo, o governador não está sendo citado e nem investigado e que nos relatórios oficiais do MPE de São Paulo não há menção nenhuma a Gaguim. Mas nada do que Sergio do Vale expõe como defesa do candidato justifica uma medida tão drástica que nos remete aos obscuros tempos de ditadura militar, onde os veículos de comunicação eram massacrados pelo autoritarismo do Governo. Além disso, a afirmação de Sérgio contraria tudo o que vem sendo noticiado sobre o caso em várias fontes de informação.
   A Rede Record manifestou hoje sua fúria com relação ao episódio, publicando uma nota na TV falando que não aprova a decisão de Liberato Povoa e que ela é uma manifestação de censura. E a jornalista Roberta Tum escreveu em seu site: “Aguardamos e desejamos que o fim do período eleitoral daqui há uma semana restabeleça o direito à livre manifestação da expressão e do pensamento, vedado o anonimato, e que a Constituição Brasileira volte a ter seus princípios respeitados acima de tudo no Tocantins, como nos demais estados da federação.” Como podem ver, os jornalistas tanto do Tocantins quanto do Brasil estão revoltados e não deixam de ter a esperança na justiça e na democracia. O blog Trem Brasileiro também apóia a classe jornalista e é contra toda forma de censura aos veículos de comunicação, e entende que o prejuízo de tão injusta medida afeta profundamente a população tocantinense, pois fica prejudicada no seu direito de acesso à informação. E ele é garantido pela Constituição Federal (art.5º) e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigos 18 e 19.
    O Trem Brasileiro vai divulgar aqui as noticias sobre o caso envolvendo Carlos Gaguim. E os jornalistas devem se unir contra a repressão que essa determinação judicial injusta traz consigo. Não apenas eles, mas todo o povo tocantinense deve dar as mãos. Os universitários, em especial, também precisam levantar sua voz pelo direito à liberdade de expressão, independentemente de bandeira política. Os candidatos ao governo do Estado, tanto da coligação Força do Povo quanto da Tocantins Levado a Sério tem direito de defesa e ampla liberdade de professarem seus posicionamentos ideológicos e exigirem a proteção da justiça. Mas isso não é motivo para impedir a liberdade de informação. O papel da Imprensa é levar tudo o que acontece no mundo aos sentidos do cidadão, para que este possa interpretar os fatos e consolidar sua opinião. Privar a sociedade deste direito é retroceder no tempo, aos porões escuros da ditadura.

Levantem sua voz, jornalistas do Tocantins...

4 comentários:

watson disse...

O Sr. Liberato póvoa, foi o "ilustre" personagem que foi homenageado no Salão do livro de 2009, evento no qual houve problemas no show do Teatro Mágico,onde alguns espectadores foram agredidos pela polícia militar...Eu não tenho medo de morrer nas mãos dos coronéis palmenses.Por isso deixei meu nome expresso aí, e acho uma tremenda inbelicilidade, exercer um ato ilícito á democracia brasileira (se é que existe isso).
Está na hora de todos irem para a rua protestar contra essas barbaridades contra aliberdade de expressão...E eu apoio veemente o Trem Brasiliero...Fora censura!!!

Daniel Lacerda disse...

Isso está se tornando inadimissível!! Vamos dar um basta na atual cultura política do TO!

Bruna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruna disse...

A cada dia que passa fica difícil entender que tipo de direito nos cidadãos temos. Aqueles que não creem de verdade no valor da liberdade e da democracia sempre vão desconfiar e dar um jeito de restringi-la. Sempre existirão razões para se queixar dos meios de comunicação, ainda assim, é necessário ter sempre muito claro que a liberdade de expressão é fundamental. Ainda que ela incomode, é preciso respeitá-la. Pessoas como o Sr Liberato Povoa que caem nessa situação entram pelo caminho do totalitarismo, e nós sabemos para onde ele conduz: para o desastre!